Em entrevista à Rádio Justiça, diretor-geral destacou que iniciativa pretende aproximar estudantes dos direitos e garantias previstos na Constituição Federal
O diretor-geral da Faculdade Republicana, professor Ranulfo José Prado, anunciou que a instituição pretende levar um projeto de educação constitucional às escolas públicas. A novidade foi apresentada durante sua participação no programa Justiça na Tarde, da Rádio Justiça, em edição especial dedicada aos 38 anos da Constituição Federal de 1988.
A iniciativa será desenvolvida a partir da cartilha Direito, Justiça e Cidadania, elaborada por Ranulfo para apresentar, em linguagem acessível, os direitos e garantias constitucionais e orientar os estudantes sobre os mecanismos disponíveis para exercê-los.
Voltado principalmente aos alunos do ensino médio, o projeto busca contribuir para a formação cidadã e ampliar o conhecimento sobre o funcionamento das instituições brasileiras.
"O contexto político que eu falo aqui não é questão político-partidária. É o cidadão entender qual é o seu papel como cidadão", explicou Ranulfo durante a entrevista, ao destacar que pretende iniciar o projeto em 2027.
O diretor-geral defendeu a inclusão da educação constitucional na formação básica e relatou situações em que estudantes chegam ao ensino superior sem nunca terem lido a Constituição. Segundo ele, o acesso a esse conhecimento também pode contribuir para escolhas mais conscientes dos representantes políticos.
Avanços da Constituição Cidadã
Durante o debate, que contou com a participação dos professores Karina Jaques e Thiago Aguiar de Pádua, Ranulfo destacou conquistas sociais asseguradas pela Constituição de 1988, especialmente a universalização do acesso à saúde pública.
Para o professor, a criação do Sistema Único de Saúde (SUS) e a consolidação da seguridade social estão entre os principais avanços do texto constitucional. Ele lembrou que, antes de 1988, o atendimento médico público estava vinculado principalmente à previdência social, enquanto parte da população dependia de instituições filantrópicas.
Outro ponto abordado foi a capacidade de adaptação da Constituição às transformações sociais e tecnológicas. Ranulfo explicou que os princípios constitucionais permitem a interpretação e a regulamentação de direitos diante de novos desafios, como a inteligência artificial e as tecnologias digitais.
Ao final da entrevista, questionado sobre qual seria o melhor presente para a Constituição em seus 38 anos, o diretor-geral destacou a necessidade de transformar as garantias previstas no texto em direitos efetivamente assegurados à população.
"Garantir que a nossa Constituição seja tão bonita no papel quanto na efetividade dos direitos que ela se propõe a garantir", afirmou.
A proposta de educação constitucional apresentada pela Faculdade Republicana está alinhada a essa perspectiva, ao buscar ampliar o acesso dos estudantes ao conhecimento jurídico e aos instrumentos de exercício da cidadania.

