A busca por uma educação verdadeiramente inclusiva ainda é um desafio para muitos estudantes com deficiência no Brasil. Na Faculdade Republicana, essa realidade começa a ser transformada por meio de práticas concretas de acessibilidade e acolhimento.
É o que relata a estudante de Ciência Política, Josimara Sousa, cadeirante, que encontrou na instituição uma experiência completamente diferente da que vivenciou anteriormente em outro curso superior.
“Eu já vim de outro curso superior e tive muita dificuldade em relação à acessibilidade, principalmente nas aulas práticas. Eu lutei muito para ter inclusão”, conta. Segundo ela, a mudança de cenário foi imediata ao ingressar na nova instituição. Mesmo com receio inicial, a surpresa foi positiva desde o primeiro contato. “Eu fiquei um pouco com medo quando fui aprovada, mas quando cheguei aqui me surpreendi. Vi um ambiente todo adaptado e pessoas que me atenderam de uma forma bem especial.”
Acessibilidade e acolhimento que fazem a diferença
A acessibilidade na Faculdade Republicana vai além da estrutura física. Josimara destaca que muitas adaptações já estavam disponíveis antes mesmo de qualquer solicitação. “Coisas que eu nem precisei pedir, como uma mesa adaptada. Foi uma surpresa para mim.” A estudante também ressalta a presença de itens essenciais para garantir autonomia e dignidade no ambiente acadêmico, como pisos táteis, banheiros adaptados, provas adaptadas e professores preparados.
Educação que forma cidadãos conscientes
Mais do que garantir acesso, a experiência acadêmica também contribuiu para uma nova forma de enxergar a sociedade e a política. “Aqui eu tive uma visão mais ampla da política, do dever do cidadão, da democracia. "Aqui a gente aprende muito mais do que a matéria. Aprende como ser cidadão, como ter respeito pela inclusão e pela civilidade.”
Inclusão com igualdade
Outro ponto destacado é o ambiente de convivência entre os próprios alunos, marcado pelo respeito e pela igualdade. “Uma coisa que a gente quer também é ser tratado com igualdade. E é isso que acontece aqui.” Ao final, ela deixa uma recomendação enfática para outros estudantes com deficiência: “Eu indico 1.000%. Qualquer pessoa, com qualquer tipo de deficiência, pode vir para essa instituição sem medo. Aqui vai ser bem recebida por professores, funcionários e alunos.”

